domingo, 19 de fevereiro de 2012

Posiçoes dos pés

- Na 1ª posição os pés devem estar en dehors (abertos), calcanhares se encontrando. Os braços ficam abaixo da altura do estômago à frente, arredondados.

- Na 2ª posição os pés devem ficar mais distanciados e en dehors, calcanhares afastados um do outro. Os braços agora continuam arredondados, só que abertos para os lados. Eles não devem ultrapassar dos ombros. Cuidado! A mão segue a linha do braço. Não deixe a mão caída. Fica muito feio.

- A 3ª posição é menos utilizada que as outras, e menos conhecida também. Consiste em pés en dehors, calcanhar da perna de base "colado" atrás do calcanhar da perna à frente. O braço da perna de trás deve estar arredondado e baixo ou à frente do tronco, enquanto o braço da perna da frente fica aberto como o braço da segunda posição.

- A 4ª posição se assemelha à quinta, mas os pés encontram-se afastados, um mais à frente do outro. A ponta do pé da perna de base faz linha com o calcanhar da perna à frente e vice-versa. O braço da perna de trás deve ficar levantado e arredondado, ligeiramente mais à frente que a cabeça, enquanto o braço da perna da frente fica aberto para o lado da perna, arredondado.

- Na 5ª posição, a ponta do pé de base fica exatamente atrás do calcanhar do pé da frente, com as coxas bem juntas uma a outra. Os dois braços devem erguer-se de forma arredondada igualada, mantendo-se sempre ligeiramente à frente da cabeça e as mãos a uma distância mais ou menos de 3 a 4 dedos.






Disciplina

A disciplina é algo marcante no ballet clássico. Mais do que uma característica, ela se torna uma exigência aos praticantes dessa arte. No dicionário, encontramos para disciplina as seguintes definições:
1. Conjunto de leis ou ordens que regem certas colectividades.
2. Boa ordem e respeito.
3. Submissão, obediência.
4. Instrução e educação.
5. Obediência à autoridade.
O ballet clássico, como o próprio nome já diz, tem um estilo clássico, impecável. Por se tratar de uma arte complexa e que exige muita dedicação, não há como ser de outro jeito. Uma bailarina clássica precisa ter uma consciência de respeito e educação além do que é considerado "normal" atualmente fora de uma sala de aula. Em primeiro lugar, é muito importante respeitar rigorosamente os horários e a uniformização. Após o começo da aula, deve-se falar apenas o indispensável e manter a atenção sempre voltada à aula, ao próprio corpo, aos passos e à qualquer outra coisa dita pelo professor. É preciso, também, saber aceitar as críticas feitas pelo professor e utilizá-las ao máximo para crescimento próprio. Ballet clássico é algo rígido, e, ao optar por praticá-lo seriamente, é preciso ter consciência disso e simplesmente aceitar.
Essas características de maior formalidade e sofisticação exigidas das bailarinas provêm desde a origem do ballet, onde ele era utilizado como forma de entretenimento da corte, e, apesar de antigas, permaneceram intactas por serem parte da beleza do estilo. Vários outros tipos de dança surgiram a partir do ballet clássico, nos quais não é exigida tanta rigidez, mas sempre vai existir um palco e uma grande audiência aos amantes dessa arte tradicional e imortal.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Sugestões de filmes








 





Bom é isso, são filmes ótimos para qualquer bailarina! Espero que gostem!


5 coisas que aprendi dançando

1- Meninas podem voar
2- O problema não é cair, mas sim, saber levantar.
3- Com um grande sorriso conseguimos tudo
4- As barras nao são tão indestrutivéis como parecem.
5- Não existe: Não consigo, não dou conta, não posso. No MÁXIMO Ainda não consigo, Ainda não dou conta, Ainda não posso!

Cisne Negro - Black Swan

Cisne Negro (Black Swan – Darren Aronofsky – EUA/2010) é um thriller psicológico dirigido pelo polêmico e até meio esquecido pelo público, Darren Aronofsky ( O Lutador, Réquiem para um Sonho, Pi, Fonte da Vida) que conta a história de Nina (Natalie Portman), bailarina da Companhia de Balé da cidade de Nova York, cuja vida, como a de grande maioria de seus colegas de profissão, é completamente dedicada à dança.
Nina é uma garota sistemática, cuja perfeição e técnica no balé parecem ser as únicas coisas importantes em sua vida. Mora sozinha com a mãe, Erica (Bárbara Hershey), bailarina aposentada que se esmera em cuidar da filha e de sua carreira, dando a impressão de sentir-se realizada através disso.
A tradicional companhia de dança passa por dificuldades financeiras por conta do desinteresse geral do público pelo balé, quando o diretor artístico Thomas Leroy (Vincent Cassel) decide remontar a famosa peça O Lago dos Cisnes, com um enfoque diferenciado.
Na peça original, duas bailarinas dividem os papéis principais de cisne branco e negro, mas Leroy quer que uma única dançarina seja capaz de encarnar ambos os personagens e é justamente aí que a história começa.
Leroy procura uma artista que seja capaz de interpretar o Cisne Branco, com inocência e graça e o Cisne Negro que exige perfídia e sensualidade. Nina, de cara, seria sua primeira escolha: é linda, pura, graciosa, extremamente técnica, mas precisa concorrer diretamente com Lily (Mila Kunis) a personificação do Cisne Negro: rebelde, sensual igualmente bela e perigosa, pelo papel que lançará ambas ao estrelato e pelo qual tanto se sacrificaram.
Cisne Negro é um filme tenso. Por vezes chega a ser assustador. Sim, assustador, creio que seja esta é a palavra correta para descrevê-lo.
Ele assusta, tanto pelo quê de terror que impera em certas cenas, quanto pela grandiosidade e densidade dos temas abordados. Não é à toa que não tenha conquistado muitos fãs desde sua estréia nos EUA. Não se trata de um mero filme sobre balé ou intrigas femininas, mas sobre a boa e velha luta entre o bem e o mal. O bem e o mal dentro de cada um de nós. É profundo, cru, verdadeiro.
E a verdade assusta.
Aronofsky lida com os inúmeros dramas existenciais apresentados na trama de modo magistral. Os personagens de Cisne Negro são perfeitamente construídos e dissecados, um a um, para deleite da platéia: a mãe frustrada e controladora que se realiza através do sucesso da filha, a filha obcecada, tensa, oprimida pelo peso de ter que ser a bailarina perfeita, a mãe, incapaz de enxergar a humanidade e necessidades pessoais da filha, a filha, incapaz de lidar com o lado sombrio e descontrolado da própria psiquê.
Bárbara Hershey e Natalie Portman em um, com o perdão do trocadilho, “pas de deux” intenso, afinadíssimo e arrebatador. Hershey então, está perfeita. Chega a incomodar de tão sufocante. Um erro não ter sido indicada ao Oscar de atriz coadjuvante.
A esse caldeirão, junta-se um diretor artístico polêmico, exigente e inovador (Cassel, SEMPRE ótimo) uma primeira bailarina que não aceita ter sido substituída (ponta indispensável de Winona Ryder) e a antagonista, a vilã perfeita: Mila Kunis, o lado negro, livre, libidinoso que falta à Nina e que por essa razão desperta nela um misto de admiração, medo e inveja.
Em meio a um cenário destes, a arrebatadora trilha sonora original de Tchaikovsky e os figurinos de Kate e Laura Mulleavy (irmãs responsáveis pela grife Rodarte que fizeram à mão as roupas de Natalie Portman para o filme) parecem ter sua importância (injustamente) dissolvida, mas são igualmente maravilhosos e fazem toda a diferença.
O toque mágico, fantasioso que no final dividiu a opinião de muita gente a respeito do filme fica justamente no modo onírico e surreal através do qual a história se desenrola, onde muitas vezes o destino do personagem se confunde com o da protagonista resultando em um final que pode gerar uma livre interpretação, capaz de confundir o expectador.
Foi indicado para cinco Oscars (fotografia, direção, montagem, filme e atriz), mas infelizmente não a todos os que merecia. Não foi aceito na categoria de trilha sonora, por basear-se em uma obra clássica (O Lago dos Cisnes) e mesmo tendo sido elogiado pelo visual enérgico e fora do comum não foi indicado às categorias de Direção de Arte, Efeitos especiais ou Figurino.
Mesmo que não leve estatueta alguma, Cisne Negro já compriu o seu papel por ter trazido à baila um assunto que parece ser constantemente varrido para baixo do tapete nestes dias de bom-mocismo broxante, auto-exposição e pessoas obcecadas por controle: o lado feio de todos nós, capaz de coisas inimagináveis e perturbadoras. A noite escura de nossa alma.
Sensacional. 

1,2,3,4 dobro a perna e dou um salto

Saltos... Um dos passos mais bonitos do ballet. Durante os saltos, a platéia tem a impressão de ver a bailarina criar asas e deslizar no ar sobre o palco. Porém, quando se é a bailarina em questão, a coisa não é tão mágica assim. Há várias coisas a serem observadas durante os saltos para que eles sejam executados com perfeição. Grand Jeté, Jeté Passe, Grand Pas de Chat, Saut D'ange... Qual a diferença entre eles?
Passo-a-passo para melhorar os saltos nas aulas e apresentações:
Passo 1: Se aquecer com cuidado é um fator chave para melhorar a altura e qualidade de seus saltos. Quando você está na aula de ballet, já concluiu os exercícios de barra e outras sequências que aquecem o corpo para as grandes sequências de salto, que normalmente são feitos no final da aula por requerirem muita energia e resistência. Estando na aula ou treinando por conta própria, certifique-se de que seus músculos estão aquecidos e alongados antes de praticar saltos, a fim de reduzir o risco de lesões.

Passo 2: Usar o plié é importante para conseguir altura em seus saltos. Seja dando alguns passos ou realizando outro movimento antes do salto, faça um plié profundo antes de começar a saltar. Dependendo do tipo de salto a ser executado, você terá de descobrir a melhor forma de utilizar o plié coordenado com os passos que você faz antes de executar o salto.

Passo 3: Alongue seus pés e estique seus joelhos ao máximo. Suas pernas, que trabalham ativamente durante o salto, possibilitam melhorar a altura e tornar o salto visualmente melhor.

Passo 4: Utilize o plié mais uma vez quando preparar para a aterrisagem. Bailarinos que descem de um salto com joelhos travados correm o risco de se lesionar. Acabe o salto no plié mais profundo que você puder e a combinação permitir.

Passo 5: Seus braços também são importantes para melhorar seus saltos. Eles devem estar firmes e alongados. Durante um salto, deixe todos os seus membros alongados o máximo possível. Fazendo isso, você vai aumentar a altura dos seus saltos e a distância que você consegue saltar.

Diferenças entre os saltosGrand jetéÉ comumente utilizado se locomovendo para frente, e geralmente consiste numa abertura total das pernas no ar. A perna da frente arrasta esticada, ao invés de se realizar um developpé. A perna de trás segue fazendo a abertura no ar. Pode ser executado en avant (para frente), à la second (ao lado), en arrière (para trás), e en tournant (girando en dedans). O bailarino deve pensar em abrir ao máximo e com força as pernas, com o peso jogado para frente, dando a aparência de estar deslizando.

Jeté passe, Grand Pas de Chat ou Saut D'ange
Todos consistem no mesmo passo. São um salto similar ao grand jeté, porém, ao invés de levar a perna da frente já esticada, ela se abre à frente com um developpé. A perna de trás pode estar esticada ou em attitude.






"Pense uma coisa bem boa... e num instante você voa!"


Usando sua mente ao seu favor

Você quase nunca falta as aulas, se esforça o máximo possível ao dançar e para melhorar cada vez mais e não vê os resultados que gostaria? Bem, o problema pode estar na sua mente. Psicólogos especializados em esporte descobriram que os atletas (incluindo dançarinos) devem treinar sua mente, assim como seus corpos. Tente incorporar as seguintes dicas para a sua rotina diária, para um treino corpo-mente verdadeiro:


- Defina metas


Já reparou que, muitas vezes, quando você define metas específicas, de repente você adquire a vontade de alcançá-las? Se assim for, você não está sozinho. Especialistas enfatizam a definição de objetivos a longo prazo (que varia entre três meses a dois anos) e metas de curto prazo (qualquer coisa entre diária a mensal), que sejam desafiadoras, mas realistas.
"Vou participar de um curso intensivo de verão do próximo ano," é um exemplo de uma meta de longo prazo, enquanto os objetivos de curto prazo são os alvos mais imediatos, como se comprometer a melhorar sua flexibilidade através da reserva diária de meia hora para sessões de alongamento, ou a promessa de tentar uma nova técnica de dança a cada mês.




- Seja otimista


Assuma a responsabilidade de se incentivar positivamente. Parabenize-se por conseguir fazer um passo, e se convença a tentar um movimento desafiador mais uma vez. Ao dizer "Eu posso fazer isso", você reconhece que suas metas estão ao seu alcance, tornando mais provável que você consiga executar essa etapa difícil. Otimismo e um saldo positivo mental andam de mãos dadas, já que o seu cérebro libera substâncias químicas de bem-estar chamadas endorfinas, que ajudam você a concentrar-se na realização, em vez de derrota. Uma atitude negativa, por outro lado, apenas prepara-o para o fracasso.

- Visualize

A visualização é a recriação de uma imagem ou experiência na mente, que pode estar ligada a experiências sensoriais, tais como ver, ouvir ou sentir. Especialistas defendem o uso de imagens para melhorar não apenas a execução de etapas, mas também a qualidade do desempenho. Este método pode ajudar a liberar a tensão muscular, fazendo sua dança mais suave e graciosa (liberar tensões também é fundamental para prevenir e tratar lesões).

Outro exercício para fortalecer a conexão entre sua mente e seus músculos é visualizar os movimentos antes de executá-los. Por exemplo, passar por todas as partes de um grand jeté em sua cabeça, desde a decolagem até o pouso. Quando o cérebro imagina seu corpo saltando do chão com as pernas bem abertas, envia pequenos impulsos através do sistema nervoso para os músculos reais usados para executar um jeté. Quando você fisicamente praticar o movimento, seu cérebro vai lembrar de como ele tem armazenadas as instruções para executar o movimento e irá enviar os sinais corretos diretamente para os músculos. Isso até mesmo te deixa disponível para pensar em coisas mais importantes, como a coreografia.





- Mantenha o foco


Se você se concentrar em erros enquanto está no palco, irá desviar sua atenção, o que pode fazer com que sua qualidade, desempenho e emoções caiam. Não importa se você transformou uma pirueta tripla em uma simples, todos os bailarinos cometem erros. Siga em frente como se nada tivesse acontecido, e transmita ao seu público o amor que sente pela dança, e ninguém vai se lembrar do deslize. Você vai parecer mais profissional, também.

Bailarinos e preconceitos.

Como nunca dediquei nenhum post especificamente aos meninos, resolvi falar sobre o tema mais clássico que os envolve: o preconceito. Todos tem conhecimento do preconceito que envolve homens e ballet. Qualquer homem que opte por seguir esse caminho provavelmente vai ser tachado de homossexual em algum momento. Por que? Como qualquer tipo de preconceito, a ignorância é a causa. A grande maioria das pessoas que rotula bailarinos estão num grupo que não tem o mínimo conhecimento a respeito de ballet. Não tem a mínima idéia do papel que o bailarino exerce. O ballet é, muitas vezes, visto como delicado e feminino; porém, o homem exerce um papel totalmente diferente do das meninas, o qual exige até mesmo muita força física. Óbvio que existem bailarinos homossexuais (assim como existe em qualquer profissão), mas existem heterossexuais que devem ser respeitados, afinal, não existe nenhuma relação direta entre uma coisa e outra. Se a dança, hoje em dia, ainda tem um número de homens muito reduzido em relação ao número de mulheres, o preconceito (que muitas vezes vem até da própria família) certamente é a causa principal. Por que? Até quando?